14 Mortes Absurdas da História Antiga que Você Não Vai Acreditar

As Mortes Mais Bizarras da História Antiga — 14 Finais Tão Surpreendentes Quanto Reais

As Mortes Mais Bizarras do Mundo Antigo

O mundo antigo foi palco de feitos grandiosos — mas também de tragédias inimagináveis. Reis, filósofos, generais e artistas tiveram fins tão estranhos que parecem invenção, mas estão registrados em crônicas antigas. Prepare-se: nesta lista, o Evidência Histórica reúne as 14 mortes mais absurdas e bizarras da Antiguidade, de pessoas esmagadas por elefantes a filósofos devorados por cães!

1. Éskilo — Morto por uma tartaruga lançada por uma águia

O “Pai da Tragédia Grega” teve uma morte… trágica e irônica.
Em 458 a.C., Éskilo foi atingido na cabeça por uma tartaruga deixada cair por uma águia que confundiu sua careca com uma pedra. Segundo o historiador Valerius Maximus, o dramaturgo passava o dia ao ar livre tentando evitar uma profecia que dizia que morreria atingido “por algo vindo do céu”. No fim, o destino venceu.

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2. Mitrídates — Devorado por insetos, coberto com leite e mel

O soldado persa Mitrídates matou acidentalmente o irmão do rei Artaxerxes II e foi condenado a uma das execuções mais cruéis da história: o escafismo.
Seu corpo foi amarrado entre troncos, coberto com leite e mel e deixado ao sol, para ser lentamente devorado por insetos. Agonizou por 17 dias antes de morrer de infecção e desidratação. Um castigo cruel digno das lendas mais sombrias.

3. Milo de Croton — Preso em uma árvore e devorado por lobos

O lendário atleta grego Milo de Croton, famoso por sua força descomunal, tentou partir uma árvore com as mãos. A madeira se fechou, prendendo seus braços. Incapaz de escapar, Milo foi atacado por lobos famintos.
Ironia cruel: sua força, que o tornou imortal nas histórias, acabou selando seu destino.

4. Marco Licínio Crasso — Ouro derretido como castigo final

Um dos homens mais ricos da história romana, Crasso foi capturado após a derrota na Batalha de Carras (53 a.C.).
Como punição por sua ganância, os partas o forçaram a beber ouro derretido. Alguns relatos dizem que o metal líquido foi despejado em sua boca após sua morte — um fim simbólico e macabro para o homem que desejava transformar tudo em riqueza.

5. Hipácia de Alexandria — Esfolada viva com conchas

A filósofa e astrônoma Hipácia de Alexandria foi uma das mulheres mais brilhantes da Antiguidade.
Em meio a tensões entre cristãos e pagãos, foi falsamente acusada de heresia. Uma multidão enfurecida a sequestrou e a esfolou viva com conchas afiadas. Sua morte marcou o fim simbólico da era clássica da filosofia em Alexandria — e um dos episódios mais trágicos da história do pensamento.

6. Crisipo — Morreu de tanto rir

O filósofo estoico Crisipo de Solos morreu… rindo da própria piada.
Ao ver um burro comendo figos, brincou: “Dê um pouco de vinho ao burro para acompanhar!”. Caiu em gargalhadas incontroláveis e morreu sufocado.
Ironia fatal: o mestre do autocontrole emocional perdeu a vida por não conter o riso.

7. Heráclito — Enterrado em estrume e devorado por cães

Conhecido como o “filósofo obscuro”, Heráclito acreditava que poderia curar sua doença mergulhando em esterco quente de vaca para “purificar os humores”.
O tratamento grotesco não deu certo: segundo os relatos, ele morreu sufocado — ou, em versões mais trágicas, foi devorado por cães selvagens. Um fim que combina tragédia, simbolismo e ironia filosófica.

8. Zeuxis — Morreu rindo de sua própria pintura

O pintor grego Zeuxis, famoso por seu realismo, aceitou pintar uma senhora idosa como a deusa Afrodite.
Ao terminar a obra, o resultado foi tão cômico que ele riu… até morrer.
Mais uma prova de que o humor, na Grécia Antiga, podia ser literalmente mortal.

9. Draco — Sufocado por roupas jogadas por fãs

O legislador Draco, de Atenas, instituiu leis tão severas que originaram o termo “draconiano”.
Durante uma cerimônia pública, admiradores jogaram roupas e capas em sinal de respeito.
Mas o excesso de homenagens o fez morrer sufocado sob a pilha. Morreu amado — e literalmente coberto de presentes.

10. Empédocles — Pulou em um vulcão para provar que era um deus

O filósofo Empédocles acreditava ter alcançado a divindade. Para provar, jogou-se no Monte Etna, acreditando que desapareceria em chamas e seria lembrado como imortal.
Mas o vulcão cuspiu de volta uma de suas sandálias — revelando o engano e eternizando sua vaidade.

11. Qin Shi Huang — Envenenado tentando alcançar a imortalidade

O primeiro imperador da China, Qin Shi Huang, obcecado com a vida eterna, mandou alquimistas criarem o elixir da imortalidade.
O problema? O elixir era feito com mercúrio.
Em busca de viver para sempre, o governante mais poderoso do Oriente acabou morrendo envenenado. Uma ironia trágica digna de um imperador.

12. Filetas de Cos — Morreu de fome estudando

O poeta e estudioso Filetas de Cos era tão dedicado ao conhecimento que esqueceu de comer e dormir.
Morreu de inanição, completamente absorto em seus estudos de gramática.
Um exemplo extremo — e fatal — de amor ao saber.

13. Pirro de Épiro — Morto por uma telha lançada por uma velha

O rei e general Pirro de Épiro, primo de Alexandre, o Grande, foi um dos maiores estrategistas da Antiguidade.
Mas seu fim foi quase cômico: durante uma batalha urbana, uma senhora jogou uma telha de um telhado, acertando sua cabeça. Atordoado, foi morto por um soldado inimigo.
Daí nasceu a famosa expressão “vitória pírrica” — quando vencer custa caro demais.

14. Eleazar Avaran — Esmagado por um elefante de guerra

Durante a revolta dos Macabeus, o guerreiro judeu Eleazar Avaran acreditou que o rei inimigo estava sobre um elefante.
Correu por baixo do animal e enfiou sua lança. Matou o elefante — mas foi esmagado com a queda.
Seu ato de bravura se tornou símbolo de sacrifício heroico e foi retratado em pinturas por séculos.

Conclusão: a ironia e o destino no mundo antigo

Essas histórias mostram como a Antiguidade foi marcada por fins tão estranhos quanto simbólicos.
Muitos desses personagens morreram justamente por aquilo que mais os definia — seja a busca pelo saber, o orgulho, a ganância ou o humor.
Se são exageros ou verdades absolutas, talvez nunca saibamos. Mas uma coisa é certa: o passado é cheio de ironias e surpresas.

❓Perguntas e Respostas — As Mortes Mais Bizarras da História Antiga

1. Quais foram as mortes mais bizarras do mundo antigo?

Entre as mais estranhas estão a de Éskilo, morto por uma tartaruga lançada por uma águia; Crasso, que bebeu ouro derretido; Hipácia, esfolada viva; e Crisipo, que morreu de tanto rir. São histórias reais registradas por cronistas da Antiguidade.

2. É verdade que alguém morreu de tanto rir na Grécia Antiga?

Sim! O filósofo Crisipo de Solos, um dos maiores pensadores estoicos, morreu sufocado de tanto rir da própria piada. Ele brincou com um burro que comia figos e riu até não conseguir respirar.

3. Por que o dramaturgo Éskilo foi morto por uma tartaruga?

Segundo relatos antigos, uma águia confundiu a careca de Éskilo com uma pedra e soltou uma tartaruga sobre sua cabeça. Ele estava ao ar livre tentando evitar uma profecia de que morreria atingido por algo caindo do céu — e acabou cumprindo-a ao pé da letra.

4. O que foi o escafismo, usado para matar Mitrídates?

O escafismo era um método de execução persa terrivelmente cruel. A vítima era colocada entre troncos ocos, coberta de mel e leite e deixada ao sol para ser lentamente devorada por insetos. Mitrídates agonizou assim por 17 dias.

5. Qual imperador chinês morreu tentando ser imortal?

O primeiro imperador da China, Qin Shi Huang, morreu ao ingerir pílulas de mercúrio criadas por seus alquimistas como “elixir da vida eterna”. Ironicamente, o veneno o matou enquanto ele buscava a imortalidade.

6. Quem foi Hipácia de Alexandria e como ela morreu?

Hipácia foi uma das maiores filósofas e cientistas da Antiguidade. Durante conflitos religiosos em Alexandria, foi atacada por uma multidão e esfolada viva com conchas afiadas. Sua morte marcou o fim de uma era de liberdade intelectual.

7. É verdade que um rei foi morto por uma telha?

Sim. O general e rei Pirro de Épiro, famoso por dar origem à expressão “vitória pírrica”, morreu após ser atingido por uma telha lançada por uma velha durante uma batalha. O golpe o deixou atordoado, e ele acabou morto por um soldado inimigo.

8. Qual filósofo pulou em um vulcão para provar que era um deus?

O filósofo Empédocles acreditava ter poderes divinos e se jogou no Monte Etna, na Sicília, para provar sua imortalidade. O vulcão, porém, cuspiu uma de suas sandálias — revelando seu destino trágico e sua vaidade fatal.

9. O que significa “vitória pírrica”?

A expressão vem da história de Pirro de Épiro, que venceu batalhas contra os romanos, mas com tantas perdas que a vitória não valeu a pena. Por isso, uma “vitória pírrica” é aquela em que o custo é tão alto que equivale a uma derrota.

10. Por que Draco, de Atenas, morreu sufocado por roupas?

Durante uma cerimônia pública, o legislador Draco foi homenageado por admiradores que jogaram capas e mantos sobre ele. A homenagem saiu do controle e Draco morreu sufocado sob a pilha de tecidos.

Essas histórias mostram como a Antiguidade foi repleta de ironias e destinos trágicos que desafiam a lógica — mas revelam muito sobre o pensamento, os costumes e as crenças de seus tempos.

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